O que move a consciência? Enquanto coisa fluída efémera e passageira, é na minha mais honesta opinião filosófica, o desejo pelo palpável essa capacidade da coisa de de ser tocada de ser atingida por uma outra coisa qualquer que no caso do desejo pode ser alguém, ou em outros casos, pode ser alguma coisa,
O corpo assim é uma máquina através da qual esse prazer pre histórico de ser comido e comer, de ser fodido e foder, de buscar e encontrar o prazer.
O gozo ao fim ao cabo é menos o que se queira, quanto o que se evite, gozar entao nao é o objetivo, e numa perspectiva tantrica, o importante é manter o prazer, prolongando algo que é mais a procura do que o encontro o que num plano cartesiano se traduziria numa parábola, quanto mais vamos até o vértice, quanto mais possamos ir, mais podemos cair, assim sáo o as doses e suas sucessões.
Assim o prazer é algo in-mundo e tudo que chamamos de energia que pode estar dispersa no universo é faltoso de realização em si, carece de que sua energia se traduza numa outra coisa num outro objeto que possa dar-lhe a realizaçao plena que é a transformação da energia em algo que nos cause impressao aos sentidos e pode ser um choque ou uma projeçao cinematografica, mas so é por que se realiza naqueli que existe de material.
Assim a delicia de existir realiza-se na possibilidade de sentir o outo e a materia in-densa da energia que vibra, a sensacao neve da consciencia que forma e desfaz ideias e se expressa melhor na intemporalidade e no absurdo do sonho onde tudo é possivel por que também para a mente nao há as limitadas possibilidades da matéria.
Quando o homem narra o mito, ele o narra na forma confusa do sonho, onde registra-se o instante que marca e deixa-se perder aquilo que nao é fundamental a experiencia da mente.
Uma narrantiva constituida da sucessáo de fatos tópicos que aglutinados remetem há centralidades das tematicas das narrativas, o essencial assim se mostra breve em sua capacidade de traduzir-se.
Como uma nuvem chovendo seu próprio fim, destinada a dissipar-se no vento, como a trajetoria declive do gozo.
Somos almas sopros, buscando balões para nos realizarmos coisa.
E nosso cérebro esta para nosso corpo como a tomada está para um liquidificador, um link entre a eletricidade e a vitamina. O mundo é assim uma tela de plasma em 4D do que a mente é capaz de forjar na matéria.
E o materialismo de marx e a dialética platoniana se encontram na carne e apresentam uma filosofia onde o bruto é o reduto da suavidade e do prazer.
E é a música que melhor traduz isso realizando-se gente e coisas, coisas e movimentos, movimentos e sensações, não se toca uma musica no sentido tátil, não se foca uma musica no sentido zoom, uma rajada barulhenta de ondas sonicas.
Isso preenche de um querer metafísico o musico dizer, eu sei tocar uma musica. E toda verdade disso se realiza no encontro do som imaginado, sentido e transferido para o mundo das coisas e dos movimentos e assim temos certeza de quem toca a musica é de como podemos ser tocados por ela ouvindo, sentindo, dançando, procurando toca-la na multiplicidade de possibilidades que isso nos faz descobrir.
Fundamental então é sentir e tocar as musicas, as vidas e as coisas.
AndreZZa Almeida.

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