sábado, maio 16, 2009

semiologia

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Semiologia Você sabe o que é semiótica? ah não? então comece lendo estes sites:

linguistica:

http://www.lendo.org/o-que-e-linguistica/


Saussure:

http://www.jackbran.pro.br/linguistica/curso_de_linguistica_geral.htm

http://www.filologia.org.br/viisenefil/09.htm

Leach:
Autor de:
As idéias de Levi-strauss, a diversidade da Antropologia e o clássico Cultura e Comunicação, seu grande ensaio sobre semiologia.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132002000200014

Peirce
E um labirinto de Peirce
http://home.kqnet.pt/id010313/html/8.html

é um bom começo...depois os mais recentes hardcores...

foto tirada de um site muito legal:

http://apedra.zip.net/

Diógenes , o Cínico.

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by:http://afilosofia.no.sapo.pt/10diogenes.htm

Diógenes, o cínico (404-323a.C.)Diógenes é assinalado, em muitas histórias da filosofia, como o filósofo que desprezou ostensivamente os poderosos e as convenções sociais. Nasceu em Sínope. Foi discípulo de Antístenes (c.444-365 a.C.), fundador da filosofia cínica. Como todos os cínicos desprezava as ideias gerais e as convenções sociais, negando a possibilidade da própria ciência. Diógenes ficou associado a diversos episódios que exprimem as suas ideias éticas, as únicas a que dava verdadeira importância. A única forma de vida aceitável seria a conforme à natureza, tudo o mais não passava de vento. Conta-se que Alexandre da Macedónia, o grande imperador da antiguidade, ao encontrá-lo lhe teria perguntado o que mais desejava. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre, fazia-lhe sombra. Diógenes, então olhando para o sol afirmou: "Não me tires o que não me podes dar!". Levando ao extremo esta atitude de desprezo pelas convenções sociais, Diógenes, tinha como casa um barril e vestia-se de trapos. Deambulava pela cidade com um lamparina acesa, mesmo de dia, afirmando a quem o interrogava que procurava "um verdadeiro homem". Aquele que vivia de acordo com a natureza*.

Leia-se natureza como a harmonia dos seres viventes.


Há anos a tradição cínica reune-se, e em todos os nossos encontros catárticos , não conseguimos fechar a sempre mutável conceitualização de cinismos...Os cínicos estão por ai e suas performances podem ser comprovadas no riso constante que mantem em todas as adversidades...






E outro dia lendo sobre o caso do filósofo descobri uma coisa incrivel a grande confraria maçonica é cínica: pasmem...


http://www.samauma.biz/site/portal/conteudo/opiniao/ap00307diogenesocinico.htm
ainda não sei dizer a importancia disso...

O bom e sempre atual Charles Darwin...

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Tem sempre quem faça as mais bárbaras acusações ao bom Charles Darwin, e dizer alguem de Darwinista é como acusa-lo de ter uma doença grave, insolúvel e que vem se alastrando ao longo de muitos séculos de estudos, sempre tem alguem preocupado em dizer que o evolucionismo é uma farça, que é preciso abstrair a perspectiva evolucionista e tal como as análises cartesianas o mal permanece insolúvel...
Eu digo sempre evoluir é exatamente o que acontece com o mundo ,e como o ser humanos , o problema é e tem sido o juízo de valor atribuido a isto. tem os que creem que evoluir é melhorar e que uns seria mais evoluidos que outros, nada disso, a evolução são as transformações que acontecem que são justificadas e desencadeadas pelo fluxo das contingências do REAL, sendo a realidade esse conjunto de ocorrências que determinam a passagem dos dias e a sequência dos acontecimentos... evoluir é trasnformar-se por etapas, sendo cada uma dessas etapas muito bem marcadas por um conjunto de modificações.
Leia-se o Charles, vamos desestegmatizar o conceito , um dos maiores movimentos da epistemologia é a resignificação dos conceitos , fazendo um upgrade, relendo aquilo que é sim uma forma de evoluir, existem distintas gradações, inclusive ao Estado, algumas formas de conceitualização, o reconhecimento de alguns conceitos são necessários para garantir essa evolução para um patamar se não melhor, mais adequado as contingências da realidade atual... vale apena ler sem preconceito e viver fugindo dele...

A briga de galos balineses. de Gueertz , uma resenha...

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Gueertz me ensinou que vergonha é algo externo, que está baseada nos valores alheios , sendo um dos maiores contribuintes da minha sem-vergonhice.





Briga de Galos
No capítulo “Um jogo absorvente: Notas sobre a Briga de Galos Balinesa” do livro A interpretação das culturas
pudemos observar como uma aldeia balinesa tem sua cultura vinculada à briga de galos e como esse elemento é significativo na constituição dos indivíduos e na relação social que transparece e permeia os ritos locais.Colocando uma lente de aumento nas fissuras, no ocasional, no instável podemos observar como a estrutura dá espaço para esses acontecimentos e como que esses acontecimentos refletem a estrutura. Tentando pensar nas estruturas de sociedade ocidental capitalista de hoje realizamos uma cena com elementos significativos de possíveis paradigmas que estão aqui presentes.A cena se passava num lugar urbano fechado onde jovens de classe média alta se desafiavam num jogo de roleta russa, a arma era passada de mão e mão até que num determinado momento um participante desiste. Logo em seguida, um outro participante gira o gatilho e morre. Como troféu, os que tentaram e continuaram vivos comemoram tirando uma foto junto com o morto.Antes de falarmos em especial da cena vamos descrever um pouco mais sobre o que representava a briga de galo para a cultura balinesa, para que assim aprofundemos nossa análise na cena proposta.Um aspecto que chamou atenção na briga de galos foi o paradoxo de ocorrer justamente numa aldeia calma e afastada uma manifestação tão festiva de incentivo à violência dos animais. De certo modo, os animais representavam os próprios habitantes e simbolizavam o poder centrado no status e a briga de galo era uma maneira de se adquirir prestígio entre a população local. Sobre isso, o autor nos atentou ao fato de que essa subida de status ocorre de forma fictícia através das brigas de galo e que a realidade em si não é modificada com desnivelamentos de camadas sociais, mas que ocorre uma espécie de “salto através do espelho”.“Os homens prosseguem humilhando alegoricamente a um e outro e sendo humilhados alegoricamente por um ou outro, dia após dia (...). Mas não se modifica realmente o status de ninguém. Não se pode ascender na escala de status pelo fato de vencer brigas de galos; como indivíduo, você não pode ascender nessa escala de maneira alguma. E também não pode descer por esse meio. Tudo que você pode fazer é aproveitar e saborear, ou sofre e agüentar, a sensação engendrada de movimentação drástica e momentânea ao longo de uma semelhança estética dessa escala, uma espécie de salto de status por trás do espelho, que tem a aparência de mobilidade, mas não é real.” (GEERTZ, 1978: 310).As apostas eram feitas, mas o que estava em jogo mesmo era a reputação de quem perdia e de quem ganhava. Para isso o galo era preparado como um legítimo atleta. Muito dinheiro era gasto em sua preparação e muitas técnicas eram aprimoradas para que o galo conseguisse se defender e acabar com o outro. A briga de galo geralmente não durava muito. Quase sempre havia morte de um galo e o outro se saia ferido. O juiz era digno de muito prestígio, pois se tinha na briga de galos um evento único.Diante disso, e recapitulando nossa cena, é possível notar que a reputação também contou muito para o desfecho e realização da suposta roleta russa. Embora não seja corriqueira, essa situação também acontece na nossa sociedade e com diversas variantes. Tentamos traduzir para uma linguagem cotidiana a vontade das pessoas em se agredirem até beirarem o limite que é a própria morte física. A coragem demonstrada pelos actores faz com que a vida adquira uma nova significação em contraposição com o desafio da morte. A foto simboliza os valores baseados na imagem que se espera das pessoas dentro de um grupo numa determinada camada social e cultural. A representatividade do rito, assim como na briga de galos, adquire uma quebra no tempo/espaço atribuindo aos “ganhadores” uma efêmera posição de prestígio e status “eles sobreviverem” e talvez seja isso, diante de tudo o que passamos, até considerando nossa morte em vida, que seja o troféu para essa pessoas: elas não tem nada a perder, elas precisam resignificar o sentido de suas próprias vidas, elas precisam registrar uma identidade coletiva e provar a si mesmo que são alguma coisa e que fizeram algo de corajoso e desafiador e para isso é preciso que alguém morra, que alguém perca para que se tenha o vencedor. Essa é uma analogia bem nítida do estado de competitividade em que chegamos e ainda muitas vezes reafirmamos com nossas frases, nossos discursos darwinianos e ainda com as nossas atitudes. A figura da pessoa que desiste é sem dúvida elementar para a compreensão do todo. Ela é uma figura sem lugar, ela não venceu e nem perdeu, é o deprimido, aquele que as pessoas acreditam que inventa seus próprios problemas é o não inserido. Pensar nessa figura, assim como nessa feroz batalha pelo capital e pela significação do ser é pensar quais os caminhos que estamos traçando e inúmeras vezes nos confundindo com os próprios galos da briga de galos balinesa.[1] GEERTZ, Clifford. Um jogo absorvente: notas sobre a briga de galos balinesa. In: GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

O mestre Levi-Strauss

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Dizem as mitologias antropologicas que o velho Claude tomou um elixir de longevidade entre os indíos da Amazônia que o permite viver até hoje , com 101 anos, muitos outros desbravadores seguiram seus passos em busca desse elixir e nunca mais foram vistos...



by:http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u642.jhtm

Um dos grandes pensadores do século 20, Lévi-Strauss tornou-se conhecido na França, onde seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da antropologia. Filho de um artista e membro de uma família judia francesa intelectual, estudou na Universidade de Paris.De início, cursou leis e filosofia, mas descobriu na etnologia sua verdadeira paixão. No Brasil, lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central. É o registro dessas viagens, publicado no livro "Tristes Trópicos" (1955) que lhe trará a fama. Nessa obra ele conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil. Exilado nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi professor nesse país nos anos 1950. Na França, continuou sua carreira acadêmica, fazendo parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.O estudioso jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como privilegiada e única. Sempre enfatizou que a mente selvagem é igual à civilizada. Sua crença de que as características humanas são as mesmas em toda parte surgiu nas incontáveis viagens que fez ao Brasil e nas visitas a tribos de índígenas das Américas do Sul e do Norte.O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. "Estruturalismo", diz Lévi-Strauss, "é a procura por harmonias inovadoras".Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas lingüísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em "O Pensamento Selvagem", que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.Lévi-Strauss não vê o ser humano como um habitante privilegiado do universo, mas como uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços de sua existência quando estiver extinta. Membro da Academia de Ciências Francesa (1973), integra também muitas academias científicas, em especial européias e norte-americanas. Também é doutor honoris causa das universidades de Bruxelas, Oxford, Chicago, Stirling, Upsala, Montréal, México, Québec, Zaïre, Visva Bharati, Yale, Harvard, Johns Hopkins e Columbia, entre outras.Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17o Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: "Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente". Atualmente, mora em Paris.